segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Uma conversa com o Espírito sobre a Graça...



Considero essa reflexão como uma conversa com o Espírito. É antigo... foi feito no papel, enquanto acontecia. Encontrei hoje e resolvi publicar aqui. De certa forma, voltei a prosseguir nessa reflexão por esses tempos... então, é bom reler.

Seguir a Graça é ser desobediente?
Não. É funcionar em outra lei.

Qual?
A do amor, a da vontade.

Se me ordenarem o que eu quero, vou fazer?
Sim, mas não porque me ordenaram. Se me nego, estou na lógica da lei.

E se me ordenarem o que eu não quero?
Não.

Não vou sentir medo de me negar a fazer? Medo de desobedecer?
Não deveria, porque estou me submetendo às leis de Deus, que é amor.

E quanto aos compromissos, posso descumprir?
Não, porque eu quero cumpri-los. A não ser que tenha me comprometido fora da graça.

O que é se comprometer fora da graça?
Aceitar um compromisso como obrigação ou imposição.

E o que é se comprometer pela/dentro da graça?
É aceitar fazer algo que eu também quero.

(Inversão do diálogo)
Como foi o seu compromisso?
Meio a meio. Não pensei muito, mas queria.

Devia ter pensado?
Sim, para fazer um compromisso sincero.

Por que não conseguiu cumprir?
Apesar de querer, não aceitei pela vontade, mas pela obrigação.

(Inversão)
E agora, há forma de reverter?
Sim. É só se refazer a pergunta, considerando a possibilidade de rejeitar o compromisso.

Mas eu não quero descumprir.
Então vai estar infeliz de qualquer modo.

Não há perdão?
Se há arrependimento...

O arrependimento é um compromisso.
Ele é verdadeiro?

Sim, eu reconheço o meu erro, mas não sei fazer diferente.
Por que?

Porque tenho medo de negar.
Por que?

Porque ainda procuro agradar pessoas. Agora sei como é ruim... Como saio dessa lógica?
Rompendo.

Com o quê?
...

O diálogo foi interrompido aqui. Provavelmente porque eu não fiz a pergunta certa! Mas de certa forma, porque não sabia fazer a pergunta certa naquele momento... ou porque talvez não fizesse sentido continuar o diálogo (é tudo isso). Não sou nem fui o sujeito da ação, do romper vital... A Graça é divinamente originada. Em mim, cabe apenas o querer ser libertada, e depois a fé e depois a perseverança na fé... que às vezes pare algumas "decisões-semente" como consequência. Deus nos pede apenas alguns pequenos passos pra atravessarmos os Mares-Vermelhos. Não espera que os abramos sozinhos... Ele fará, se tão somente crermos até o fim. 

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