domingo, 27 de julho de 2008

No princípio, Deus criou os céus e a terra...

Testemunho: Genesis 1:1-26

No primeiro capítulo do primeiro livro da Bíblia, nós conhecemos o Deus Criador, que por meio de sua Palavra fez todo o mundo. Quando cremos que foi o Senhor quem criou tudo, então podemos experimentar também, verdadeiramente a sua obra, que foi feita de forma ordenada, criada para a Perfeição e para a Glória de Deus. Se cremos, por meio do conhecimento da origem, podemos conhecer também o sentido de nossas vidas.


Quando Deus criou os céus e a terra, no princípio, a terra era sem forma e vazia, como cada um de nós é sem o conhecimento de Deus. Antes de conhecê-lo, eu também não tinha forma e buscava uma identidade, minha vida era vazia de sentido e de amor e não havia luz mas só as trevas da incompreensão, frieza, medo.


A criação de Deus dá a tudo um princípio, uma ordem e um lugar. Será que eu já sei qual é o meu lugar? Que já venci todas as trevas? Percebi que, apesar de crer na criação, não a compreendo o suficiente para me tornar imagem também do Deus criador.


Há ainda uma certa superficialidade na minha vida, como da terra vazia, e uma certa falta de personalidade como da terra sem forma. Quando olho para as pessoas, muitas vezes ainda julgo os problemas das suas vidas, porque não sou capaz de compreendê-las. Quando procuro compreendê-las, em vez de superficial, sou complacente.

Eu creio no Deus criador que através de sua palavra de Verdade é capaz de curar, transformar e criar novas realidades - que permite que eu possa intervir positivamente na vida de todas as pessoas a minha volta, abandonando a minha postura de passividade e medo. A imagem do Deus criador cura e não fere, traz mudanças e não conformismo.


Através do capítulo 1 de Gênesis, pude conhecer essa face de Deus e também começar a buscar compreender a obra da criação. Creio que quando compreendemos a criação e aceitamos o lugar que Ele deu para cada pessoa e coisa no mundo, compreendemos também o nosso lugar no mundo e, aceitando-o, nos conhecemos. Eu busco essa profundidade de me conhecer para poder olhar com profundidade também pra as outras pessoas.


E.U.P. Buscar a imagem do Criador.

sábado, 19 de julho de 2008

Louvor...

Oh Senhor... O meu coração se esquece de Ti... e me ponho a me perguntar por sentidos, e me ponho a buscar por qualquer coisa que possa tirar o vazio do meu coração (mas não há fora de ti). Todas as tristezas e desejos humanos apontam para buscas inúteis e nos fazem perseguir apenas a nossa própria infelicidade.

Quando eu te louvo, Senhor... o meu coração se preenche. Quando te louvo Senhor, todo vazio se derrama dos meus olhos, e eu te amo Senhor. Toda a alegria que o Senhor tem me dado, todo bem que tem me providenciado, todas as amizades com que ele tem me acolhido e a disciplina que ele tem me ensinado... tudo o que eu busquei, Senhor, eu encontrei em Ti!

E eu te agradeço por tudo. Pois tudo vem de Ti. Eu te louvo por tudo o que hoje me faz feliz, eu te louvo por tudo o que és e por tudo o que és e eu ainda não posso compreender. Por teu perdão, eu te louvo... por tua justiça, eu te louvo... pelos teus milgares, eu te louvo - pois és criador...

O único, o único... o único. Não há nada fora de Ti...

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Te conhecer (Toque no Altar)

Glorificar a Deus...

Salmo 111

1 Louvai ao SENHOR. Louvarei ao SENHOR de todo o meu coração, na assembléia dos justos e na congregação.
2 Grandes são as obras do SENHOR, procuradas por todos os que nelas tomam prazer.
3 A sua obra tem glória e majestade, e a sua justiça permanece para sempre.
4 Fez com que as suas maravilhas fossem lembradas; piedoso e misericordioso é o SENHOR.
5 Deu mantimento aos que o temem; lembrar-se-á sempre da sua aliança.
6 Anunciou ao seu povo o poder das suas obras, para lhe dar a herança dos gentios.
7 As obras das suas mãos são verdade e juízo, seguros todos os seus mandamentos.
8 Permanecem firmes para todo o sempre; e são feitos em verdade e retidão.
9 Redenção enviou ao seu povo; ordenou a sua aliança para sempre; santo e tremendo é o seu nome.
10 O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria; bom entendimento têm todos os que cumprem os seus mandamentos; o seu louvor permanece para sempre.


O Senhor é maravilhoso e é bom louvá-lo de todo coração. O Senhor é bom e justo. Mas os injustos não conhecem o que é a justiça; os maus não compreendem a bondade, os falsos não amam a verdade. Por isso, nenhum deles pode louvar as obreas de Deus. Todos aqueles cujo pecado cega e engana, não podem ver a Glória de Deus. Mas eu te agradeço, pois tu me salvastes das trevas, para que eu pudesse te amar e glorificar!

A oração na Ira

Salmo109

1 [Salmo de Davi para o músico-mor] O Deus do meu louvor, não te cales,
2 Pois a boca do ímpio e a boca do enganador estão abertas contra mim. Têm falado contra mim com uma língua mentirosa.
3 Eles me cercaram com palavras odiosas, e pelejaram contra mim sem causa.
4 Em recompensa do meu amor são meus adversários; mas eu faço oração.
5 E me deram mal pelo bem, e ódio pelo meu amor.
6 Põe sobre ele um ímpio, e Satanás esteja à sua direita.
7 Quando for julgado, saia condenado; e a sua oração se lhe torne em pecado.
8 Sejam poucos os seus dias, e outro tome o seu ofício.
9 Sejam órfãos os seus filhos, e viúva sua mulher.
10 Sejam vagabundos e pedintes os seus filhos, e busquem pão fora dos seus lugares desolados.
11 Lance o credor mão de tudo quanto tenha, e despojem os estranhos o seu trabalho.
12 Não haja ninguém que se compadeça dele, nem haja quem favoreça os seus órfãos.
13 Desapareça a sua posteridade, o seu nome seja apagado na seguinte geração.
14 Esteja na memória do SENHOR a iniqüidade de seus pais, e não se apague o pecado de sua mãe.
15 Antes estejam sempre perante o SENHOR, para que faça desaparecer a sua memória da terra.
16 Porquanto não se lembrou de fazer misericórdia; antes perseguiu ao homem aflito e ao necessitado, para que pudesse até matar o quebrantado de coração.
17 Visto que amou a maldição, ela lhe sobrevenha, e assim como não desejou a bênção, ela se afaste dele.
18 Assim como se vestiu de maldição, como sua roupa, assim penetre ela nas suas entranhas, como água, e em seus ossos como azeite.
19 Seja para ele como a roupa que o cobre, e como cinto que o cinja sempre.
20 Seja este o galardão dos meus contrários, da parte do SENHOR, e dos que falam mal contra a minha alma.
21 Mas tu, ó DEUS o Senhor, trata comigo por amor do teu nome, porque a tua misericórdia é boa, livra-me,
22 Pois estou aflito e necessitado, e o meu coração está ferido dentro de mim.
23 Vou-me como a sombra que declina; sou sacudido como o gafanhoto.
24 De jejuar estão enfraquecidos os meus joelhos, e a minha carne emagrece.
25 E ainda lhes sou opróbrio; quando me contemplam, movem as cabeças.
26 Ajuda-me, ó SENHOR meu Deus, salva-me segundo a tua misericórdia.
27 Para que saibam que esta é a tua mão, e que tu, SENHOR, o fizeste.
28 Amaldiçoem eles, mas abençoa tu; quando se levantarem fiquem confundidos; e alegre-se o teu servo.
29 Vistam-se os meus adversários de vergonha, e cubram-se com a sua própria confusão como com uma capa.
30 Louvarei grandemente ao SENHOR com a minha boca; louvá-lo-ei entre a multidão.
31 Pois se porá à direita do pobre, para o livrar dos que condenam a sua alma.

Neste salmo de Davi, o salmista ora contra os seus inimigos, pedindo que se manifeste a justiça de Deus sobre eles. Pensemos sobre sua atitude: Ele não tentou buscar sozinho a justiça, pela vingança, porque ele não aprovava o que o adversário havia feito.

Ele não guardou ira, escondendo-a de Deus. Ele levou a Deus a sua ira, orando detalhadamente por justiça - conforme o que ele considerava. Por fim, ele pediu também que o seu inimigo soubesse que Deus o fez, afastando de si o orgulho da vingança - privilegiando o senso de justiça. Ensina-me a orar sobre tudo, Senhor.



segunda-feira, 7 de julho de 2008

Os ídolos cairão



Assim diz o Senhor,
o rei de Israel, o seu redentor,
o Senhor dos Exércitos:
Eu sou o primeiro e eu sou o último;
além de mim não há Deus.
Quem então é como eu?
Que ele o anuncie, que ele declare
e exponha diante de mim o que aconteceu
desde que estabeleci meu antigo povo,
e o que ainda está por vir;

Que todos eles predigam as coisas futuras
e o que irá acontecer.
Não tremam, nem tenham medo.
Não anunciei isto e não o predisse muito tempo atrás?
Vocês são minhas testemunhas.
Há outro Deus além de mim?
Não, não existe nenhuma outra Rocha;
não conheço nenhuma".

Todos os que fazem imagem nada são,
as coisas que estimam são sem valor.
As suas testemunhas nada vêem e nada sabem,
para que sejam envergonhados.
Quem é que modela um deus
e funde uma imagem que de nada lhe serve?
Todos os seus companheiros serão envergonhados;
pois os artesãos não passam de homens.
Que todos eles se ajuntem e declarem sua posição;
eles serão lançados ao pavor e à vergonha.

Is. 44:8-11


Nessa passagem, como em várias outras da Bíblia, o Senhor repreende aqueles que fazem imagem, modelam um deus a quem adoram. Temos interpretado isso, sobretudo como o fazer uma imagem de barro ou qualquer material. Entretanto, mais do que isso, o Senhor repreende todo aquele que constrói uma imagem de pessoas e objetos em sua mente, como se estes pudessem salvá-lo e representar a solução dos seus problemas.

O Senhor Deus também repreende àqueles que possuem "coleções de ídolos". Ora, o que são e quem são esses ídolos na nossa época? Ainda que não tenham nome de deuses antigos, Baal, Perséfone, Deméter, também representam aquilo que nós idealizamos na nossa vida. Não é mais a fertilidade da natureza (como em Deméter)? Mas é talvez um partido, uma visão acadêmica, uma pessoa, o casamento... afinal, quantas coisas não podemos colocar como resposta, idealizando. Quantas vezes não idolatramos uma pessoa, colocando sobre ela nossas expectativas?

Mas esses ídolos cairão, eles não irão corresponder às nossas expectativas, eles não responderão aos nossos clamores, eles não compreenderão as nossas necessidades, eles não nos amarão e não nos perdoarão. Esses ídolos, ainda que pretendam, não irão nos trazer a felicidade e o sucesso que almejamos. É bom estar apaixonado. É bom ter um sentido na vida, um causa a se buscar! Nos sentimos grandes. Mas é um sentido falso, é uma paixão vã. Imagine então se colocamos essa nossa paixão e causa de vida naquele que de fato a merece... aquele que nos falta, rocha de onde fomos cortados. Se é dele que sentimos falta no mais íntimo do nosso ser. Ele é Deus, por quem fomos feitos à imagem e semelhança. Restaurar esse amor é encontrar aquele que buscávamos no mundo e não estava. Poder ser correspondido, ainda... E não buscar a reciprocidade nas imagens e nos ídolos.

Te amo, Senhor!!!

terça-feira, 1 de julho de 2008

A Cruz e responsabilidade com a verdade



Em João 19, Jesus é levado para ser crucificado. Neste trajeto, ele é humilhado diante dos sacerdotes, de soldados e do povo que clamava por morte. Ele foi agredido verbalmente e fisicamente e negado na sua identidade de filho de Deus e rei dos Judeus. Pilatos viu nele verdade e sinceridade, mas se submeteu aos seus encargos e às decisões dos outros, condenando Jesus. Buscando, entretanto, estar eximido da responsabilidade e da sua culpa, ele não deixou de pecar, pois foi cúmplice das decisões alheias.

É-nos, às vezes, difícil compreender o que seja a mansidão de Jesus, pois tendo sido humilhado e agredido, não se defendeu. Jesus estava antes preocupado com o sofrimento dos que seriam deixados, como o discípulo amado e Maria. Ele não pensou em seu próprio sofrimento. Entretanto, suas palavras se voltaram para os seus e ele não foi condescendente com o pecado da incredulidade do povo. Pelo contrário, foi a sua não-complacência que o levou até a cruz, sem retroceder, nem negar sua identidade de rei dos Judeus, de Cristo.

Pilatos, por outro lado, também teve atitude mansa. Porém, sua mansidão não vinha do conhecimento da verdade ou de confiança em Deus, mas ele era frágil para sustentar sua própria fé e a sua própria cruz, que é a culpa e a responsabilidade. Pilatos preferiu que os outros decidissem o destino de Jesus, crendo que, com isso, poderia se eximir de sua responsabilidade e escolha. Eximindo-se da responsabilidade, estaria eximido da culpa. Mas esta não era a mansidão verdadeira, pois Pilatos temia antes ao povo do que a Deus, sua renúncia era uma renúncia à fé e à verdade e não a renúncia do orgulho e de si mesmo, como em Jesus.

Quando escolhi a palavra "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me", para cumprir; ainda não compreendia o significado de negar a si mesmo ou de tomar a sua própria cruz.

Como Pilatos, não negava a mim mesma, mas à verdade, para ganhar, de qualquer forma o mundo; pois o homem quer reconhecimento social. Assim, também era minha atitude, muitas vezes não dizendo as coisas que eu queria, evitando fazer escolhas, deixando-as sempre para os outros, e não dando a minha opinião verdadeira sobre as atitudes dos outros - com a justificativa de que não devo julgar, quando na verdade, temo as conseqüências das minhas escolhas e temo também ser excluída por pensar diferente e expressar o que penso.

Mas se eu ajo dessa forma, então, não estou sustentando a minha identidade cristã, como Jesus o fez, carregando sua cruz. Com isso, talvez eu culpe ou responsabilize outras pessoas pelos meus problemas, sendo orgulhosa para reconhecer minha própria falta. Tomar a cruz exige coragem - não é simplesmente sofrer passivamente pelo que julgamos ser o erro dos outros - mas sofrer, de verdade, para sustentar a nossa identidade cristã diante das acusações e críticas no mundo. Estar disposto a sofrer por isso. Não é se ver como vítima dos outros, eximida de culpa, mas responsável pela sua própria escolha. Quando evitamos decisões, deixamos também para os outros um fardo, tornando-os responsáveis pelas conseqüências; mas precisamos carregar o nosso próprio. Essa é a cruz individual... Eu, por minha parte, ainda preciso compreender o que seja "Negar a si mesmo".

E.U.P.: Tomar a própria cruz.