terça-feira, 9 de dezembro de 2008

A Santa Ceia: o pão

Chegada a hora, pôs-se Jesus à mesa, e com ele os apóstolos. E disse-lhes: Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento. Pois vos digo que nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no reino de Deus. E, tomando um cálice, havendo dado graças, disse: Recebei e reparti entre vós; pois vos digo que, de agora em diante, não mais beberei do fruto da videira, até que venha o reino de Deus. E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós.


Porque o Reino dos Céus é como um rei que celebrou as bodas de seu filho. E enviando os seus servos, mandou dizer: Eis que eu tenho o meu jantar preparado, os meus bois e cevados já mortos; vinde às bodas.

Jesus, semelhantemente, convida-nos a cear com ele, nas suas bodas. A noiva é a sua Igreja, santa. E nós somos esses convidados que o Rei mandou chamar. Mas o alimento, o pão é o próprio Jesus. E nesta ceia, eterna, quem come, nunca mais terá fome. Porque eis que nós estávamos à beira do caminho, sem direção certa, ansiosos pela vida, com um insaciável vazio no estômago, que os relacionamentos, a busca interminável da verdade pareciam apenas fazer crescer. Porque a nossa fome também não era fome de comida, mas daquele que é o Pão da Vida, capaz de saciar definitivamente as nossas ansiedades e nos purificar dos nossos pecados.

É o corpo de Cristo que devemos partilhar agora, com aqueles que tem fome e sede de Vida. E isso, para memória daquele dia especial em que ele nos resgatou da morte.



Louvai-O



Aleluia! Louvai ao SENHOR do alto dos céus, louvai-o nas alturas.
Louvai-o, todos os seus anjos; louvai-o, todas as suas legiões celestes.
Louvai-o, sol e lua; louvai-o, todas as estrelas luzentes.
Louvai-o, céus dos céus e as águas que estão acima do firmamento.
Louvem o nome do SENHOR, pois mandou ele, e foram criados.
E os estabeleceu para todo o sempre; fixou-lhes uma ordem que não passará.

Louvai ao SENHOR da terra, monstros marinhos e abismos todos;
fogo e saraiva, neve e vapor e ventos procelosos que lhe executam a palavra;
montes e todos os outeiros, árvores frutíferas e todos os cedros;
feras e gados, répteis e voláteis;
reis da terra e todos os povos, príncipes e todos os juízes da terra;
rapazes e donzelas, velhos e crianças.

Louvem o nome do SENHOR, porque só o seu nome é excelso; a sua majestade é acima da terra e do céu.
Ele exalta o poder do seu povo, o louvor de todos os seus santos, dos filhos de Israel, povo que lhe é chegado. Aleluia!

(Salmo 148)

O salmo 148 nos convoca ao louvor. E não só a nós, que estamos na terra, mas que o Louvor dele seja feito também nas alturas, entre os anjos celestes. O salmista chama o sol e a lua, todas as estrelas luzentes a o louvarem. Foi o Senhor quem criou os luminares, pela sua ordem e para eles também estabeleceu leis que não mudam para sempre. Mas aquele que viu a sua criação e se admirou, muitas vezes se esqueceu que a Glória que há nela não é dela que provém, mas do que a criou. Por isso, idolatrou-se o Sol, entre tantas culturas, deu-se a ele tantos nomes: Ra, entre os egípcios, Apolo, entre os gregos; por isso, idolatrou-se a Lua, na cultura celta, chamando-a deusa tríplice, adorando-se a sua variabilidade das fases - e também na grega, como Hekate. Entretanto, o salmista convoca: "Louvai-o sol e lua; louvai-o estrelas luzentes", para que sol e lua se prostrem enquanto criaturas, que existe pela ordem do Senhor e cujas Leis foram estabelecidas por Ele. São reflexo do seu poder, mas não são nem mesmo a sua Imagem.

O salmista também convoca os monstros marinhos e abismos todos. Fogo e saraiva, neve e vapor. Pois quem louva sobre a terra a natureza, esquecendo-se que ela é criatura de Deus, também teme os desastres naturais e as regiões abissais e desconhecidas do mar, tem temor dos vales e precipícios e dos ventos procelosos (tempestuosos). Mas é o Senhor que criou todos eles, também as enormes criaturas do mar, abismos e tempestades louvam o Senhor, ainda maior é o Seu poder sobre a Terra.

Grand-Canyon

Montes, outeiros, árvores frutíferas, também foram idolatrados nas culturas agrícolas, que dependiam da fertilidade da natureza e sentiam-se submetidos às leis naturais, às estações do ano. Hoje, em dia, por causa da ciência, o homem já não se sente tão submetido às leis naturais.

Pelo contrário, crê no seu poder de dominação da natureza, por causa do seu conhecimento das leis naturais (da ordem fixada para sempre) que o Senhor criou. Isso é bênção dada por Deus, quando o homem foi criado, pois pela sua palavra criadora ele nos abençoou dizendo: "Sêde fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra." Gn. 1:28.

Entretanto, o homem se orgulha de si mesmo, esquecendo-se de que o seu poder vem de que ele seja imagem de Deus: imagem de Deus, criatura de Deus. Seja quando dominamos a natureza ou temos domínio sobre outros homens: Reis da terra, príncipes e juízes, louvai ao Senhor, porque a Sua majestade é acima da Terra; Ele ainda é superior a toda criatura. Sim, Ele nos deu o poder de criar com Ele, por meio da Palavra, e de dominar sobre natureza, quando conhecemos a Sua Ordem e nos reconhecemos enquanto Imagem de Deus. É bom nos apossarmos de nossa condição dada por Deus! Mas não é de nós que provém todo o poder, pois não poderíamos nos ter gerado a nós mesmos.

Reconhecer o poder de Deus e que é d'Ele que provém todo o poder, viver segundo a condição que nos foi dada por Deus, de Imagem dele, a isso somos chamados todos nós, homens e mulheres, velhos e crianças, sem distinção. E todos os povos são chamados à conversão, a louvar ao Senhor. Louvar ao Senhor é reconhecer a sua soberania criadora, a sua santidade incomparável é repetir com a alma: Só o seu nome é excelso, a sua majestade é acima da terra e do céu. E por causa da nossa humildade, no louvor, sermos exaltado com Ele. Em sua imagem, os santos são louvados - porque o Senhor é Santo.