Chegada a hora, pôs-se Jesus à mesa, e com ele os apóstolos. E disse-lhes: Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento. Pois vos digo que nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no reino de Deus. E, tomando um cálice, havendo dado graças, disse: Recebei e reparti entre vós; pois vos digo que, de agora em diante, não mais beberei do fruto da videira, até que venha o reino de Deus. E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós.
Porque o Reino dos Céus é como um rei que celebrou as bodas de seu filho. E enviando os seus servos, mandou dizer: Eis que eu tenho o meu jantar preparado, os meus bois e cevados já mortos; vinde às bodas.
Jesus, semelhantemente, convida-nos a cear com ele, nas suas bodas. A noiva é a sua Igreja, santa. E nós somos esses convidados que o Rei mandou chamar. Mas o alimento, o pão é o próprio Jesus. E nesta ceia, eterna, quem come, nunca mais terá fome. Porque eis que nós estávamos à beira do caminho, sem direção certa, ansiosos pela vida, com um insaciável vazio no estômago, que os relacionamentos, a busca interminável da verdade pareciam apenas fazer crescer. Porque a nossa fome também não era fome de comida, mas daquele que é o Pão da Vida, capaz de saciar definitivamente as nossas ansiedades e nos purificar dos nossos pecados.
É o corpo de Cristo que devemos partilhar agora, com aqueles que tem fome e sede de Vida. E isso, para memória daquele dia especial em que ele nos resgatou da morte.

