segunda-feira, 19 de maio de 2008

Conferência dos discípulos 2008 (Arujá)



No capítulo 2 de João, versículo 1 ao 11, mostra-se a participação de Jesus num casamento, transformando - realizando seu primeiro sinal. Para que Jesus manifestasse o seu milagre, foi preciso que surgisse uma situação crítica, a falta de vinho. E que, quando ocorresse esse problema, Jesus estivesse presente, tendo sido convidado antes. Além disso, Maria pediu-lhe ajuda e aqueles por meio dos quais se realizou o milagre foram os servos humildes e fiéis.

Desde que comecei a estudar a Bíblia na UBF (Fraternidade Bíblica Universitária), tenho me esforçado para encontrar transformação profunda. Nesse caminho, para buscar semelhança com Deus, eu comecei aprendendo a pedir. Mas eu só orava para pedir ajuda e não para agradecer e buscar comunhão com Deus. Eu orava sem constância e sem buscar a Sua presença em leituras e comunhão diária. Depois, o Senhor me ensinou a ser mais constante em oração. Mas nos momentos de crise, eu me esquecia de Deus. Quando por fim, aprendi a perseverar nos momentos de crise e nos momentos de alegria, ainda havia algo a aprender.

Eu orava a Deus, mas não via transformação, porque eu não estava permitindo que Deus agisse na minha vida. Essa é a parte que coube aos servos, não aos noivos, que convidaram a presença de Jesus, nem a Maria, que pediu sua ajuda. Era preciso que eu fosse serva fiel, ouvindo em tudo a vontade de meu Pai, para que Ele agisse na minha vida. Era preciso que eu confiasse n'Ele, quando eu não era capaz ainda de compreender o que Ele fazia.

Para que eu me transformasse, o Senhor me deu três ordens, uma de cada vez. Primeiro, Ele me disse: Sê perseverante, e na sua perseverância, se negue; Depois, ama até o fim o teu próximo, como eu vos amei, e nisso, se negue. Então, eu me humilhei e fui exaltada. Depois, o Senhor me disse: Ama o teu próximo, mas ama antes, a Mim. Então, eu disse: "Senhor, eu abdiquei dos meus planos profissionais e das minhas ambições que me eram caras pelo meu próximo - eu me neguei por ele, mas eu abdico das pessoas que eu amo e que amei até o fim, para viver uma vida plena em Ti. E nada é belo e nobre nesse mundo, nem nada pode ter valor para mim, como ser mãe ou ser uma grande profissional, ou ser esposa, ou cumprir qualquer papel social pode ter tanto valor, se eu não estiver contigo. Por isso, eu abro mão de tudo para servir-Te, em missão estrangeira, esperando que o Senhor me mostre o seu belo plano." E foi por causa dessa entrega que o Senhor pôde me transformar e me responder assim: "Filha, você buscava uma mudança fora de você, mudando fatos, querendo saber como agir; mas não importa se é me servindo como grande profissional ou como mãe e esposa, ou em missão, mas que seja a minha vontade que você queira satisfazer - nem o seu orgulho, nem o amor humano."



E.U.P. Servir ao Senhor até o fim e em tudo o que fizermos.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Força e Poder

Levanta-te, toma o teu leito e vai para casa.
Mat. 9:6
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Essa é palavra de Jesus para o paralítico. Também nós nos encontramos imobilizados diante dos problemas. Mais do que isso, cremos que precisamos ser carregados pelos outros, que não somos capazes de suportar o peso de nossa rotina e todo desafio que se apresenta diante de nossa vida. Nem chorar, nem dormir faz com que deixemos de arrastar a nossa vida atrás de nós. É então que Jesus olha para nossa paralisia espiritual.
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Sim, eu sou fraca, Senhor. Tu sabes. Tu sabes Senhor da minha fraqueza de personalidade, da minha anemia, da minha preguiça diante do dia que se levante diante de mim. Entretanto, tu me dizes: Sou Eu quem te dá a força, busca em mim.
Eu te amo Senhor, minha força.
O Senhor é o meu rochedo, minha fortaleza e meu libertador.
Ele é o meu Deus, a rocha em que me refugio,
meu escudo, a arma da minha vitória, minha cidadela.
Salmo 18
Sim, Ele é aquele que é capaz de transformar uma montanha de ossos em carne, e em gente viva, em um exército para Ele (Ezequiel 37). E é porque Ele tem toda essa autoridade e poder e porque d'Ele provém toda força e porque é Ele quem tem o poder de transformar a nossa natureza, seja ela qual for, que Cristo, que é a Palavra, diz: Levanta-te, toma o teu leito e vai.
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Foi o leito que carregou o paralítico durante uns bons anos de sua vida, em que esse homem se via incapaz de caminhar sobre suas próprias pernas. Mas daquele dia em diante... ele não só levantou como carregou o seu próprio leito.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Obtendo respostas no mundo



No capítulo 14 do livro de João, narra-se um momento de angústia pelo qual os apóstolos estão passando. Eles sentem a iminência da morte de Jesus e temem. Sentem que com a partida de Jesus serão abandonados e já não saberão o que fazer, como agir. Têm medo de agir de forma a desagradar a Deus e não saberem se o Senhor está com eles, pois Jesus já não estará lá para assegurar fisicamente essa presença. Então, de repente, eles já não sabem ao certo qual é o caminho para Deus e se podem segui-lo sem a guia física de Jesus. Sentem-se como crianças, quando os pais lhes confiam alguma tarefa importante e elas temem falhar... "Eles me ajudavam até então, será que saberei fazer sozinho? Como era mesmo que eu tinha que fazer?".


Mas Jesus procura mostrar aos discípulos que eles conhecem o caminho, porque conhecem Jesus. Que não precisam ter medo de desobedecer os mandamentos, pois se amarem a Jesus, obedecerão. E, sobretudo, que eles não ficarão sozinhos. Embora o mundo materialista não reconheça a presença de Jesus, os cristãos o verão. O Senhor também os deixou (e nos deixou) o Espírito da Verdade, para que eles tivessem direção e discernimento e fossem guiados apenas pela fé e amor a Cristo.


Além disso, outro grande motivo para não se pertubarem é porque, amando a Jesus, irão desejar o melhor para ele, e o melhor para ele é estar junto do Pai. Toda essa circunstância em que foram deixados os discípulos fazia parte da construção da Igreja de Deus, que é espiritual. Quando Jesus vai para o Pai, os discípulos podem fazer obras maiores, porque Jesus que está no Pai também estará neles e eles compreenderão que são um só. O Espírito Santo é a presença de Deus com eles, agindo não mais materialmente como a presença de Jesus, mas em suas almas.


Em nossas vidas, nos apegamos o tempo todo a coisas materiais como se elas pudessem garantir nossa estabilidade e nossa paz. Cremos no dinheiro, nas instituições, em status social. Mesmo dentro de uma igreja, cremos às vezes que com a nossa presença física garantimos a fidelidade a Deus; fazemos divisões na Igreja de Deus, quando nos esquecemos que devemos nos unir pelo apego a Cristo e não ao nome de uma instituição humana. De fato, muitos fariseus devem ter caído por sobreporem a instituição a Deus, esquecendo que serviam a Igreja de Deus e não de homens (ou de pedras).


Assim também, eu agi na minha primeira conversão, aos 17 anos. Depois de um ano na presença de Deus, achei que deveria encontrar a igreja certa, aquela que seguia corretamente a Deus. Mas havia tantas! Qual delas seria? Eu tinha me esquecido do Caminho, que é Jesus, por causa da rivalidade entre as doutrinas. Por isso, quando encontrei a Igreja Batista, com o auxílio de Deus, eu sofri acusações, pressões e não soube buscar a Deus, crendo que o que eu ouvia dos irmãos e do pastor era sempre da Vontade do Senhor. Mas os homens se equivocam. Na época, eu não me sentia pronta para o batismo ou evangelização, tinha medo - e achava que não podia dividir minhas dúvidas e dificuldades, devia apenas me forçar a superá-las. Mas eu não tive força. Então abandonei a igreja e me afastei de Deus.


Talvez, se eu não tivesse confundido a instituição com a vontade de Deus, eu pudesse ter superado os obstáculos, buscando em Deus e em oração, e não numa resposta dos irmãos ou do pastor, o que eu precisava. Eu teria questionado as acusações que em lugar de sarar, me feriam. Mas eu pequei porque busquei na Lei e na instituição essa comunhão com o Pai.


Hoje, eu ainda sofro, buscando respostas imediatas, palavras concretas que aparecessem na minha mente. Busco, às vezes, na Lei, me tornando escrava da Lei. Acho difícil, fundar nosso dicernimento na fé em Cristo, é preciso realmente conhecê-lo, para cumprir seus mandamentos, temos que amá-lo - pois como o compreenderemos se não o amarmos? - e como o amaremos se não o compreendermos?


Jesus disse que o Pai enviaria o Espírito Santo para ensinar-lhes todas as coisas e lhes fazer lembrar o que Jesus disse. Oro, assim, para pôr a minha fé na providência divina, pois a paz que o Senhor dá, não é como a do mundo; que eu não busque respostas, mas o exemplo de Cristo. Que diante de uma decisão, eu não me desespere como a criança e me esqueça do Caminho. Porque o caminho é sempre Jesus e segui-lo nos dá discernimento e nos leva ao Pai.


E.U.P (em uma palavra): O exemplo de Jesus nos dá discernimento para agir.