domingo, 22 de junho de 2008

A autoridade de Jesus, o Rei da Verdade


Depois de ter passado a noite em profunda oração, Jesus foi ao encontro de seus acusadores. Ao contrário do que esperavam, Jesus não temeu nem tentou fugir - na verdade, ele sabia que tudo isso era parte da sua sina. Ele mesmo se identificou perante os perseguidores, demonstrando saber mais sobre o que eles queriam do que eles mesmos – que não eram capazes de reconhecer Jesus. Os discípulos ainda olhavam julgando segundo valores do mundo, por isso Pedro reagiu conforme os acusadores esperavam, agredindo a Malco, um dos servos do sumo-sacerdote. Por causa da mesma impulsividade passional, Pedro não foi também capaz de sustentar a sua fé e identidade como discípulo de Jesus diante dos outros acusadores que encontrou pelo caminho, quando foi atrás de Jesus, que estava sendo preso. Assim, ele acabou negando três vezes a Jesus.

Jesus foi levado ao sumo-sacerdote e, diante dele, falou francamente, sendo por isso humilhado com um tapa. Mas ele não cedeu ao discurso dos sedutores, nem buscou sua defesa: ele disse o que era a verdade. Os sedutores são aqueles que manipulam através do falar persuasivo ou de outras maneiras, para obterem o que querem. Esses, queriam encontrar motivo de acusação contra Jesus. Mas não encontraram, agredindo-o injustamente.


Quando Jesus chegou a Pilatos, um romano - pois o povo judeu não via permissão na lei para assassiná-lo - perguntou Pilatos se Jesus era o rei dos judeus. Jesus é rei, mas não deste mundo. Por isso, ele mantém a sua autoridade mesmo diante daqueles que o acusam, sem temor. Os seus servos são aqueles que são da verdade, mas aquele que não reconhece a sua autoridade, este não é servo do seu Reino. O Reino de Jesus é diferente dos governos do mundo, pois a autoridade de Jesus não é imposta, mas dada por Deus e também pelos homens. por isso, ele não diz sobre si mesmo que é Rei quando Pilatos lhe pergunta: "Tu és rei?"; Ele responde: "Tu dizes que sou rei." Assim, a autoridade de Jesus diante dos homens não é imposta nem conquistada, nem alcançada por propaganda, como nos governos atuais - não é Jesus quem se diz rei, mas sendo rei, é reconhecido como rei, pelo povo de Deus, pois o Senhor lhe deu autoridade.

Na minha vida, tenho refletido bastante sobre a questão da autoridade. Isso porque estou começando a estagiar como professora e encontro grande dificuldade para dar aula. Os alunos não respeitam e isso quer dizer que não reconhecem a minha autoridade. Conversam durante a aula, levantam.

Percebo que isto é um problema comum à maioria dos professores. Eles têm dificuldade em estabelecer sua autoridade em classe. Para isso, alguns procuram metodologias e estratégias para controlar a classe, enquanto outros responsabilizam os baixos salários pela desvalorização e falta de autoridade do professor - pois crêem na autoridade do mundo, que se conquista por poder aquisitivo.

Quando me coloquei diante da classe, fui impulsiva como Pedro, cedendo às expectativas dos acusadores - então comecei a dizer a mim mesma que os alunos não estariam interessados na aula, desaacreditando que aquilo fosse importante para eles. Também pensei que a única forma de ter autoridade, ali, seria sendo agressiva, então gritei por silêncio e bati na mesa. Estava decepcionada comigo mesma, porque de nenhuma forma pude ter autoridade, nem sustentar e crer na minha autoridade como professora.

Conversei com um professor cristão e também posso ver nessa palavra o testemunho dele. Não poderei conquistar autoridade por estratégias persuasivas, chantagens, ameaças. A autoridade é concedida pelos alunos, se julgarem que de fato eu quero o bem deles e tenho amor por eles: Autoridade fundada no amor ao próximo e no amor à verdade. Eu mesma não posso me fazer autoridade, mas somente se eles me reconhecerem como tal. Busco em Deus, então, ser digna de ser autoridade para crianças, tendo amor por elas e sendo da Verdade - para que naquilo que eu ensinar e no modo como eu ensinar, eu seja também irrepreensível.

E.U.P. Buscar o bem para os outros e amar a verdade, antes do que buscar a autoridade entre os homens.

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