Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados. Quantas vezes eu quis reunir os teus filhos como a galinha ajunta os seus pintinhos e vós não o quisestes! Eis que a vossa casa ficará deserta. Declaro-vos pois que desde agora não me vereis, até que venhais a dizer: Bendito o que vem em nome do Senhor!
Porque assim diz o SENHOR: Eis que estenderei sobre ela a paz como um rio, e a glória das nações, como uma torrente que tranbsborda; então, mamareis, nos braços vos trarão e sobre os joelhos vos acalentarão. Como alguém a quem sua mãe consola, assim eu vos consolarei; e em Jerusalém vós sereis consolados.
Não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não sejais presumidos em vós mesmos): que veio endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios. E assim todo Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador e ele apartará de Jacó as impiedades.
Eis três excertos proféticos da Bíblia, situados em diferentes momentos da história. Todos eles falam sobre Israel e a trajetória a ser trilhada pelo povo escolhido de Deus, a partir da vinda de Jesus. O primeiro deles foi enunciado por Jesus; o segundo, muito antes, por meio do profeta Isaías; o terceiro, após a ressurreição de Jesus e estabelecimento da primeira Igreja, foi enunciado pelo apóstolo Paulo.
Vejo a importância de olharmos para esses excertos para, em parte, compreendermos a atual situação em que se encontra Israel, em primeiro lugar. Lembrar de Israel ainda é lembrar de guerras; lembrar dos judeus, é lembrar também das perseguições que eles sofreram. Nem sempre, é lembrar de vitórias. A profecia de Jesus começou a se cumprir em 70 d.C, pela chamada segunda diáspora, com a destruição de Jerusalém pelos romanos. Muitas perseguições se seguiram à diáspora. Eles foram dispersos para África e Leste Europeu. Os judeus da África subiram para a Península Ibérica com a expansão islâmica, cerca de 600 anos depois, vivendo sob o domínio islâmico até 1492. Houve, então, a reconquista cristã, que mais uma vez os dispersa. Já no Leste Europeu e Ásia Menor, 6 milhões de judeus foram exterminados, durante a Segunda Guerra mundial.
Depois de quase dois mil anos (em 1948), Israel voltou a se estabelecer como um Estado nacional. É surpreendente o poder do movimento sionista que nos recorda uma passagem de Isaías:
Naquele dia, se tocará uma grande trombeta, e os que andavam perdidos pela terra da Assíria e os que forem desterrados para a terra do Egito tornarão e adorarão ao SENHOR no monte santo em Jerusalém.
Esse trecho de Isaías faz referência às duas frentes que foram dispersas, a primeira em direção ao norte de Israel (onde se localizava a Assíria) e outra ao oeste (passando pelo Egito), em seu retorno à terra dada por Deus. Ainda no capítulo 27 de Isaías, vemos a mesma profecia feita por Jesus, mas antes do tempo ser cumprido:
Porventura, feriu o SENHOR a Israel como àqueles que o feriram? Ou o matou como àqueles que o mataram? Com xô!, xô! e exílio o trataste; com forte sopro o expulsastes no dia do vento oriental. Portanto, com isso será expiada a culpa de Jacó, e este é todo o fruto do perdão do seu pecado: quando o SENHOR fizer a todas as pedras do altar como pedras de cal feitas em pedaços, não ficarão em pé os postes-ídolos e os altares de incenso. Porque a cidade fortificada está solitária, habitação desamparada e abandonada como um deserto; ali pastam os bezerros, deitam-se e devoram os seus ramos.
A culpa de Jacó (Israel) pela rejeição e morte do Filho de Deus seria então expiada com a destruição do templo e o exílio dos judeus de Jerusalém, a cidade fortificada. Em Lucas 21: 20-24, Jesus expõe detalhadamente sua profecia sobre Jerusalém:
Quando, porém, virdes Jerusalém sitiada de exércitos, sabei que está próxima a sua devastação. Então, os que estiverem na Judeia, fujam para os montes; os que se encontrarem dentro da cidade, retirem-se; e os que estiverem nos campos, não entrem nela. Porque estes dias são de vingança para se cumprir tudo o que está escrito. Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Porque haverá grande aflição na terra e ira contra este povo. Cairão a fio de espada e serão levados cativos para todas as nações; e, até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles.
Entretanto, o plano do SENHOR para Israel não é para o mal, tal como o expõe o Senhor no capítulo 60, que narra a glória também do Israel espiritual; e no último capítulo de Isaías - a segunda passagem dada.
Porque assim diz o SENHOR: Eis que estenderei sobre ela a paz como um rio, e a glória das nações, como uma torrente que transborda; então, mamareis, nos braços vos trarão e sobre os joelhos vos acalentarão. Como alguém a quem sua mãe consola, assim eu vos consolarei; e em Jerusalém vós sereis consolados.
Israel, apesar da formação do Estado Nacional, tem enfrentado guerras sucessivas, entre as quais o conflito árabe-isarelense que permanece até os dias de hoje, com a guerra na faixa de Gaza. Eis que o Senhor estenderá a paz como um rio e a glória das nações como uma torrente que transborda - pois hoje ainda a guerra é a regra e o antissemitismo predomina nos discursos da mídia. Essa é a espera que temos, para quando Israel disser Bendito o que vem em nome do Senhor. Assim, o apóstolo Paulo, na epístola aos romanos, nos exorta a não sermos presumidos, sabendo que Israel é ainda povo eleito e o endurecimento não lhe veio senão para que o evangelho alcançasse também aos gentios (conferir Isaías 56:6-7, sobre os gentios, aqueles que não descendem dos judeus). Eis a profecia, quando o evangelho for pregado a todas as nações, alcançando a plenitude dos gentios, cessará o endurecimento de Israel, que receberá a vinda do Cristo e será honrado por todos os povos de todas as nações.
*grifos meus

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