
Mas Jesus procura mostrar aos discípulos que eles conhecem o caminho, porque conhecem Jesus. Que não precisam ter medo de desobedecer os mandamentos, pois se amarem a Jesus, obedecerão. E, sobretudo, que eles não ficarão sozinhos. Embora o mundo materialista não reconheça a presença de Jesus, os cristãos o verão. O Senhor também os deixou (e nos deixou) o Espírito da Verdade, para que eles tivessem direção e discernimento e fossem guiados apenas pela fé e amor a Cristo.
Além disso, outro grande motivo para não se pertubarem é porque, amando a Jesus, irão desejar o melhor para ele, e o melhor para ele é estar junto do Pai. Toda essa circunstância em que foram deixados os discípulos fazia parte da construção da Igreja de Deus, que é espiritual. Quando Jesus vai para o Pai, os discípulos podem fazer obras maiores, porque Jesus que está no Pai também estará neles e eles compreenderão que são um só. O Espírito Santo é a presença de Deus com eles, agindo não mais materialmente como a presença de Jesus, mas em suas almas.
Em nossas vidas, nos apegamos o tempo todo a coisas materiais como se elas pudessem garantir nossa estabilidade e nossa paz. Cremos no dinheiro, nas instituições, em status social. Mesmo dentro de uma igreja, cremos às vezes que com a nossa presença física garantimos a fidelidade a Deus; fazemos divisões na Igreja de Deus, quando nos esquecemos que devemos nos unir pelo apego a Cristo e não ao nome de uma instituição humana. De fato, muitos fariseus devem ter caído por sobreporem a instituição a Deus, esquecendo que serviam a Igreja de Deus e não de homens (ou de pedras).
Assim também, eu agi na minha primeira conversão, aos 17 anos. Depois de um ano na presença de Deus, achei que deveria encontrar a igreja certa, aquela que seguia corretamente a Deus. Mas havia tantas! Qual delas seria? Eu tinha me esquecido do Caminho, que é Jesus, por causa da rivalidade entre as doutrinas. Por isso, quando encontrei a Igreja Batista, com o auxílio de Deus, eu sofri acusações, pressões e não soube buscar a Deus, crendo que o que eu ouvia dos irmãos e do pastor era sempre da Vontade do Senhor. Mas os homens se equivocam. Na época, eu não me sentia pronta para o batismo ou evangelização, tinha medo - e achava que não podia dividir minhas dúvidas e dificuldades, devia apenas me forçar a superá-las. Mas eu não tive força. Então abandonei a igreja e me afastei de Deus.
Talvez, se eu não tivesse confundido a instituição com a vontade de Deus, eu pudesse ter superado os obstáculos, buscando em Deus e em oração, e não numa resposta dos irmãos ou do pastor, o que eu precisava. Eu teria questionado as acusações que em lugar de sarar, me feriam. Mas eu pequei porque busquei na Lei e na instituição essa comunhão com o Pai.
Hoje, eu ainda sofro, buscando respostas imediatas, palavras concretas que aparecessem na minha mente. Busco, às vezes, na Lei, me tornando escrava da Lei. Acho difícil, fundar nosso dicernimento na fé em Cristo, é preciso realmente conhecê-lo, para cumprir seus mandamentos, temos que amá-lo - pois como o compreenderemos se não o amarmos? - e como o amaremos se não o compreendermos?
Jesus disse que o Pai enviaria o Espírito Santo para ensinar-lhes todas as coisas e lhes fazer lembrar o que Jesus disse. Oro, assim, para pôr a minha fé na providência divina, pois a paz que o Senhor dá, não é como a do mundo; que eu não busque respostas, mas o exemplo de Cristo. Que diante de uma decisão, eu não me desespere como a criança e me esqueça do Caminho. Porque o caminho é sempre Jesus e segui-lo nos dá discernimento e nos leva ao Pai.
E.U.P (em uma palavra): O exemplo de Jesus nos dá discernimento para agir.

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