Hoje, gostaria de colocar em questão algumas atitudes em que nos vemos inseridos, às vezes. Diante da guerra, da morte, da injustiça humana, freqüentemente, muitos de nós se perguntam por Deus: Onde está Deus? Da mesma forma, quando vemos problemas se multiplicarem a nossa volta, fazemos essa pergunta.
O tema que quero trazer é o do livre-arbítrio. Muitas vezes na minha vida, desejei que Deus não me tivesse dado a liberdade, para que eu pudesse viver sempre de acordo com a Sua vontade. Ter livre-arbítrio, significa, antes de tudo, que podemos errar. E os nossos erros têm conseqüências. Conseqüências enormes por vezes. Um livro propício a essa reflexão é o livro de Jó, onde Deus pergunta:
Você vai pôr em dúvida a minha justiça?
Condenar-me para justificar-se? (Jó 40:8)
Na verdade, é o momento que nos responsabilizemos por nossas faltas, pois só assim, podemos buscar a Deus de coração sincero, sabendo que só Ele pode mostrar os caminhos para que tenhamos sucesso em nossas escolhas. E que por nossa guia, os trabalhos são imperfeitos e infrutíferos.
Se alguns perguntam, entretanto: Por que é que crianças pagam pelo pecado de outros? Digo que, o resultado do pecado humano, para quem peca é inferno espiritual, mas para quem sofre as conseqüências do pecado é físico apenas, é carnal. Um cristão pode suportar bem as conseqüências do pecado alheio, porque tem amor, paz. Mas os que se indignam diante da miséria e da morte, ainda estão vivendo conforme a carne, porque é nela que vêem valor. Porque são influenciados pelas coisas a sua volta e não tem a fé constante em Deus.
Diante do pecado, o cristão tem poder transformador. Ele não só tem a força para suportar, como a direção para transformar.
Quando Jesus toma sobre si o nosso fardo (e as acusações injustas que lhe fizemos), se cremos nele e somos nova criatura, quebramos também com toda a influência exterior sobre nós, com o nosso passado e com o determinismo da nossa geração ou da cultura de um país (em Deus, temos liberdade) e já não podemos responsabilizar o pecado de outros pelo nosso pecado.
Busquemos assim, não abundância exterior, mas abundância de vida, interior. Pois abundância de vida transforma todo o resto, mas abundância material não satisfaz a nossa alma, e muitos que a têm, tem ainda preferido a morte.
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